Programa Água para Todos é assinado na Abertura da Colheita do Arroz ecológico

Ato contou com a presença de várias autoridades

Foi aberta hoje (02) oficialmente a 9ª Colheita do Arroz Ecológico no Assentamento Capela em Nova Santa Rita pelo governador, Tarso Genro. O ato teve as presenças do ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, dos secretários estaduais Luiz Fernando Mainardi, da Agricultura e Ivar Pavan, do Desenvolvimento Rural, além do presidente do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Claudio Pereira.

De acordo com Pereira, o Irga está investindo em extensão rural e pesquisa, potencializando assim o desenvolvimento da lavoura orgânica. “Nós temos que trabalhar com os recursos hídricos de maneira muito eficiente”. Segundo ele, a experiência da cooperativa não se restringe somente ao plano econômico. "Neste local foi possível fomentar não só a produção, mas também a organização social", disse.

 O governador Tarso Genro afirmou que a prioridade do Governo é trabalhar junto com as comunidades de baixa renda do campo. Tarso também ressaltou que os assentamentos são uma das soluções para o desenvolvimento rural do Rio Grande do Sul. “E programas como o Água para Todos promovem a recuperação e consolidação dos assentamentos, viabilizando alternativas para que vençam suas crises e auxiliando modelos que dão certo”, destacou. Durante a abertura da colheita o governador e o ministro da Integração Nacional, assinaram o termo de empenho de R$ 38 milhões referente ao Programa Água para Todos, do Governo Federal. O recurso, que terá uma contrapartida do Estado de R$ 2 milhões, deverá ser investido em projetos de redes de abastecimento e poços artesianos nos assentamentos. A meta do Ministério é atender 47 assentamentos, em 18 municípios gaúchos. Bezerra afirmou que o investimento do Programa Água para Todos no Rio Grande do Sul é uma resposta a um apelo do Governo gaúcho para atender aos atingidos pela estiagem. Segundo ele, devem ser implantados 47 sistemas de abastecimento para levar água para os assentamentos do RS.

 

O secretário da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, Luiz Fernando Mainardi, destacou que a experiência do Assentamento Capela está alinhada aos novos desafios da lavoura orizícola. Segundo ele, uma das formas do arroz aumentar a sua inserção no mercado é a diversificação de produtos. "Temos um grande espaço para ocupar com o arroz orgânico e com outros tipos, tanto no mercado interno como no exterior, o que proporciona uma renda diferenciada para o produtor", explicou Mainardi.

O ministro Pepe Vargas afirmou que a solenidade simboliza a sustentabilidade da agricultura familiar na produção orgânica. Lembrou que as mesmas famílias que viviam embaixo de lonas hoje estão num assentamento que produz resultados extremamente positivos para a economia gaúcha e para a agricultura familiar.

Para o coordenador dos programas de agricultura de base ecológica do Irga, André Luiz Oliveira, o objetivo do instituto com a produção de arroz orgânico é resgatar a amplitude do Irga, proporcionando alternativas para oferecer para o agricultor e para o abastecimento da população em geral.

A produção de arroz ecológico nos assentamentos da região de Porto Alegre teve início em 1999 com uma área de três a quatro hectares em caráter experimental. Atualmente no Estado são plantados 5 mil hectares de arroz orgânico, destes 3,8 mil hectares estão em áreas de assentamentos. O Assentamento Capela foi criado em 1994 e abriga cem famílias que moram e trabalham no local, em uma área de dois mil hectares. A unidade de beneficiamento tem capacidade para armazenar 90 mil sacas do produto e realizar todas as etapas do processo: recebimento do grão, secagem, armazenamento, beneficiamento e comercialização. Atualmente, no Rio Grande do Sul, são 417 famílias em 16 assentamentos distribuídos em 11 municípios envolvidos direta e indiretamente na produção de arroz orgânico, estimada em 280 mil sacas, 40% superior à safra passada, de acordo com dados da Coceargs. Os municípios de Nova Santa Rita, Viamão e Eldorado do Sul são os maiores produtores de arroz ecológico do Estado.

 

 Fonte: www.irga.rs.gov.br

Assentamento Capela realiza 9ª Abertura da Colheita do Arroz Ecológico

03 04 rs arroz miltom jardimA 9ª Abertura da Colheita do Arroz Ecológico, realizada segunda-feira (02), no assentamento Capela, em Nova Santa Rita (RS), marcou o início da safra da reforma agrária que deve chegar a 280 mil sacas este ano. O número representa 70% de todo o arroz orgânico certificado no Rio Grande do Sul. Para celebrar a colheita, mais de 1.200 pessoas prestigiaram o evento, que contou com a presença dos ministros do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas e da Integração Nacional, Fernando Bezerra, além do governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, do presidente do Incra, Celso Lacerda, e de autoridades de todo o Estado.

 

As autoridades deram início à safra em uma colheitadeira financiada pelo Programa Mais Alimentos, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Em seu pronunciamento, o ministro, Pepe Vargas, ressaltou os temas da sustentabilidade ambiental, da agricultura familiar e das políticas públicas de amparo aos agricultores. "Temos que lembrar o quanto os assentados aumentam a circulação de recursos e de impostos nos municípios", também declarou. Já o presidente do Incra, Celso Lisboa de Lacerda, defendeu o direcionamento de créditos e tecnologias às iniciativas capazes de aliar rendimentos e proteção ambiental. Segundo ele "experiências como o arroz ecológico podem ser reproduzidas em outros assentamentos permitindo que os agricultores se apropriem mais da renda gerada pelo trabalho".

 

Veja na Tv Incra o vídeo sobre o evento

 

Para o superintendente regional do Instituto no RS, Roberto Ramos, "por sua disponibilidade de mão-de-obra e capacidade de organização, os assentados formam um grupo de agricultores especialmente apto a gerar alimentos aliando os aspectos de desenvolvimento ambiental, social e econômico". E afirma "nossa intenção seria investir ainda mais em cadeias de produção sustentáveis, caso os recursos disponíveis permitissem".

 

Safra

Este ano, o plantio de arroz orgânico cadastrado no Incra chega a 3,3 mil hectares divididos em 156 lavouras individuais e coletivas localizadas em 17 assentamentos federais de 10 municípios. Os números refletem uma ampliação no setor, já que o ciclo anterior rendeu 154 mil sacas em 2,5 mil hectares.

 

Desde 2006 a produção recebeu incentivos de 2,4 milhões do Incra. Uma das linhas de apoio são os recursos aplicados na preparação das lavouras. Em outra frente de atuação, desenvolvida por meio do Programa Terra Sol, o Instituto destinou R$ 1,2 milhão a obras de armazenagem, beneficiamento e secagem de arroz, permitindo que os agricultores administrem sua cadeia produtiva.

 

No caso do assentamento Capela os recursos viabilizaram a reforma da unidade e a aquisição de equipamentos para beneficiamento dos grãos. O assentamento, que foi criado em 1994 e abriga 100 famílias, mantém uma lavoura de arroz ecológico de 544 hectares, a terceira maior do Estado.

 

Motivação

A agricultora Reni Rubenich, conta que, no início da década anterior, os moradores do assentamento Capela passaram a ser debilitados por febre alta, infecções e doenças de estômago. "Além disso a terra estava fraca e cada vez precisava de mais adubo", lembra. Nessa época, a adesão à agroecologia foi uma resposta aos problemas de saúde decorrentes do uso de agrotóxicos. "Desde então, não deu mais problema em ninguém e a terra está recuperada, mais escura e segura melhor a umidade".

 

Para o engenheiro agrônomo da Cooperativa Central dos Assentamentos do RS (Coceargs), Leandro Luiz Menegon, outros motivos para a conversão são a lucratividade e busca pro autonomia. Na safra passada, por exemplo, os arrozeiros convencionais venderam seu produto por R$ 18 a saca. Enquanto isso, a cooperativa dos assentados conseguiu manter o preço de compra dos orgânicos em R$ 27. O técnico ainda ressalta que a busca por autonomia também atraiu adeptos.

 

Água

Durante o ato de abertura da colheita do arroz ecológico, o Ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, e o governador do RS, Tarso Genro, assinaram um termo de empenho de R$ 38 milhões referentes do programa Água para Todos, do Governo Federal. Os recursos irão beneficiar 47 assentamentos de 18 municípios gaúchos conforme projetos elaborados pelo Incra.

 

Fonte: www.incra.gov.br

Colheita do arroz ecológico mostra a força da Agricultura Familiar

Mais de 850 pessoas estiveram presentes na 9° Abertura da Colheita do Arroz Ecológico do Rio Grande do Sul, que ocorreu nesta segunda-feira (2) no assentamento Capela, município de Nova Santa Rita.

Além da presença de agricultores de diversas regiões do estado que produzem arroz orgânico, deputados e assentados do Paraná, também participaram do evento o governador Tarso Genro (PT), o Ministro do Desenvolvimento Agrário Pepe Vargas (PT-RS) e o Ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho (PSB).

O governador Tarso Genro foi o responsável por fazer a abertura simbólica da colheita do arroz agroecológico pela manhã. Em seguida, Tarso Genro visitou a lavoura de arroz e a unidade de beneficiamento, onde se produz arroz a vácuo, capaz de estender a vida útil do produto. Enquanto a embalagem normal permite seis meses de vida, o arroz embalado a vácuo resiste por um ano.

O governador, ao demonstrar estar muito contente com a experiência do arroz agroecológico nos assentamentos, reforçou a parceria de políticas públicas, de projetos na reestruturação da cadeia do arroz e a parceria política de trabalho entre os assentados e o governo.

Tarso Genro também destacou o fato desta ser uma das maiores experiências de arroz orgânico no Brasil. “O governador reforçou o compromisso dele com a agricultura familiar e com os assentados da Reforma Agrária, e junto com o Ministro da Integração Nacional, assinou um termo de trabalho de revitalização da irrigação dos assentamentos, que incluirá das barragens à água potável”, comentou Nelson Luiz Krupinski, Coordenador da Cootap.

Além disso, um ato político que contou com falas dos representantes de agricultores e dos deputados presentes foi realizado antes do almoço coletivo, cujo cardápio oferecia salada, aipim, churrasco e, claro, arroz orgânico. Para encerrar a abertura da colheita, houve a integração entre os agricultores que estavam presentes no evento.

Histórico

Segundo Nelson, 407 famílias estão envolvidas diretamente no projeto do arroz orgânico, além de outras 1226 famílias ligadas indiretamente na cooperativa. O projeto atinge 16 assentamentos e 11 municípios da região de Porto Alegre e São Gabriel, e a estimativa desse ano é que se colham 340 mil sacas de arroz.

A produção do arroz na região começou em 2001, com a troca de experiências entre os agricultores assentados para definir um modelo viável de produção e comercialização do arroz agroecológico.

Em 2006, resolveu-se a questão da produção e começou a se pensar em como comercializar o produto. Esse processo deu origem às cooperativas e a cadeia de arroz criada, que, de acordo com Nelson, “envolve todos os aspectos da cadeia de produção do arroz orgânico na região: produção, secagem, armazenagem, beneficiamento e o mercado em si”.

A experiência também foi bem sucedida por causa da crise do arroz convencional. “O modelo tecnológico baseado nos pacotes de financiamento de adubo encareciam para quase 1800 reais o hectare, e com o arroz ecológico se gasta por volta de 900, 980 reais por hectare, então o custo é baixo. O pacote tecnológico, ao elevar os custos, não dava ao agricultor o retorno financeiro necessário para ele plantar na safra do ano seguinte. O ciclo convencional do arroz não serve para os pequenos agricultores, no caso os assentados”, conta Nelson.

A importância da agroecologia

Entendida como uma nova forma de lidar com a natureza e produzir, o modelo agroecológico coloca-se como alternativa ao agronegócio. Nelson avalia que “a agroecologia é outra dimensão de negócio, de empreendimento, de se relacionar com a natureza, com a produção e o mercado. É diferente do convencional, que preza pela produtividade e lucratividade sem medir as conseqüências dos aspectos ambientais, da saúde das pessoas, das águas.

Para ele, a produção baseada na agroecologia reforça "o cuidado com a vida, com a natureza e os recursos naturais. Não vamos liberar água contaminada para os rios e córregos que vão para as bacias e que abastecem as cidades. Já o arroz trabalhado no modelo tecnológico ‘de ponta’ do agronegócio larga toneladas de agrotóxico por ano nas águas. Nós temos um respeito pela natureza, um compromisso com a vida das pessoas e principalmente com a qualidade dos alimentos que eles vão consumir e que nós estamos produzindo”.

O coordenador aponta que para o modelo agroecológico funcionar, é preciso que haja baixo investimento, cooperação entre os agricultores e o manejo diferente com a terra.
“O agricultor que produz o arroz orgânico vive em contato com a natureza e acompanha todos os ciclos da produtividade, então o preparo do solo, o manejo das águas e das pragas são diferentes. É um novo jeito de fazer, não com menos retorno produtivo ou econômico, mas com mais atenção ao meio ambiente e ao trabalhador. Por isso que a agricultura familiar é um dos principais fatores para que a agroecologia dê certo”, pontua.

 

Fonte: www.mst.org.br
Por José Coutinho Júnior

Assentados tem estimativa de produzir 300 mil sacas de arroz

No dia 2 de abril, acontecerá a 9° Abertura da Colheita do Arroz Ecológico de Rio Grande do Sul, no assentamento Capela, no município de Nova Santa Rita.

No evento, que acontece todo ano, as famílias estreitam os laços com a sociedade e  celebram mais uma safra, mostrando alternativas saudáveis na produção agrícola.

O processo de produção do arroz é coordenado por famílias organizadas em cinco cooperativas de produção agropecuária de assentamentos do MST, que formaram um grupo gestor do arroz.

Mais de 1600 famílias, de 11 municípios, que vivem em 16 assentamentos, estão envolvidas, direta e indiretamente, na produção.

Veja vídeo sobre a produção de arroz no Rio Grande Sul

A festa da colheita é organizada com apoio do MST, da Cooperativa de Prestação de Serviços Técnicos e da Cooperativa Central dos Assentados do Rio Grande do Sul.
A produção estimada na safra de 2011/2012 é de mais de 300.000 sacas de arroz orgânico, que superará em 25% a safra anterior.

De acordo com Emerson Giacomeli, da Cootap, a participação de famílias na produção de arroz dessas cooperativas cresceu 20% e a área plantada aumentou 30%  (em torno de 3.600 hectares).

Celebração

Participarão da abertura da colheita autoridades regionais e estatuais, como o governador do Rio Grande do Sul Tarso Genro (PT), deputados federais e estaduais e representantes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), além de outras entidades governamentais e organizações da sociedade civil.

O arroz ecológico é produzido em um sistema de cultivo que coloca todas as etapas da produção nas mãos dos agricultores. O manejo é realizado com técnicas que não agridem o meio ambiente, que tem vantagens de curto e longo prazo.

Os organizadores da colheita avaliam que esse sistema produz um arroz saudável, livre de substâncias nocivas, venenos e adubos químicos, preservando a fertilidade e biodiversidade do solo e valorizando a população camponesa.



Fonte: www.mst.org.br
Por Guilherme Almeida